A sagrada ilha de Okinoshima, no Japão, acaba de se converter em Património da Humanidade da Unesco, debaixo de uma forte polêmica, já que, entre as suas regras, encontra-se a proibição de acesso de mulheres. Situada a 60 km da costa de Kyushu, Okinoshima é um dos três lugares sagrados pertencentes ao Grande Santuário de Munakata, e reúne mais de 80 mil oferendas realizadas aos Deuses xintoístas do mar. As regras são estritas. Apenas 200 homens por ano podem visitar a ilha, que fica no sudoeste do Japão, e, antes disso, têm que se banhar nus para se purificarem. Os escolhidos não podem comer carne de animais de quatro patas durante a estadia, nem levar nada da ilha – nem sequer uma pequena pedra ou algum pedaço de planta. Depois de deixar o local, ninguém pode nunca mais falar de Okinoshima. A ilha é um dos últimos locais no Japão em que não é permitido o acesso a mulheres. O icónico Monte Fuji e o Monte Koya, por exemplo, não podiam ser visitados por pessoas do sexo feminino até 1868 e 1872, respectivamente.
Património da Humanidade sem mulheres
